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Postada em 11/07/2016 ás 20h10 - atualizada em 11/07/2016 ás 20h16
Lafepe pode produzir 2,4 milhões de comprimidos para Doença de Chagas
Capacidade de produção é prevista para dois anos, segundo laboratório. Instituição repassou dados durante visita de consultores da OMS e OPAs.
Lafepe pode produzir 2,4 milhões de comprimidos para Doença de Chagas

Lafepe pode produzir 2,4 milhões de comprimidos para Doença de Chagas

Visita de consultores da OMS e OPAs ao Lafepe (Foto: Ascom Lafepe)



 



Consultores da OMS e da OPAs visitaram o Lafepe para acompanhar produição de remédio para Doença de Chagas (Foto: Ascom Lafepe)



O Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) está pronto para produzir, nos próximos dois anos, 2,4 milhões de comprimidos de Benznidazol, remédio usado para o tratamento da Doença de Chagas. As matérias-primas já foram compradas e, assim, a instituição terá condições de  assegurar a chegada do produto aos mercados nacional e internacional no seu prazo de validade.



As informações foram repassadas pelo presidente do laboratório, Roberto Fontelles, a consultores dos escritórios regionais da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Eles foram ao centro de produção de medicamentos para acompanhar o trabalho. Os consultores André Ulysses e Felipe Dias Carvalho estiveram no local na sexta-feira (8).



Único laboratório público no mundo a produzir o Benznidazol, o Lafepe retomou a produção, em junho de 2016, sem restrições, após dois anos. Esse novo cenário deve-se à recente conquista da Certificação de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) para a fábrica de comprimidos, concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O primeiro lote do medicamento, produzido este ano, contendo 250 mil comprimidos, foi liberado para o Ministério da Saúde há 15 dias.



A presença dos consultores foi motivada pelo interesse de países da América do Sul que registram casos de Chagas. Um deles é o Uruguai. A importância do Lafepe cresce a cada dia por causa dos custos do medicamento. Um laboratório concorrente, na Argentina, comercializa o mesmo produto por um preço bem mais caro.



No Lafepe, os consultores visitaram a área de armazenamento da matéria prima e de embalagem, o processo de manipulação e de produção do medicamento, além dos laboratórios de controle de qualidade e departamento de logística. Eles coletaram dados que servirão de subsídio para a elaboração de relatório que poderá impulsionar o retorno do Lafepe ao mercado internacional.



No início do mês, Lafepe conseguiu a Certificação de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) (Foto: Divulgação/Lafepe)



 



No início do mês, Lafepe conseguiu a Certificação de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) (Foto: Divulgação/Lafepe)



 



Retomada

O Lafepe voltou a exportar o Benznidazol para oito países do continente americano, depois de dois anos de espera por um certificado de qualidade. A instituição espera arrecadar por ano mais de R$ 1,2 milhão. Atualmente, o medicamento é distribuído no Brasil para todos os estados e empregado na assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).



Transmitida pelo protozoário Trypanosoma cruzi por meio de um inseto conhecido como barbeiro, a infecção é bastante comum nas Américas Central e do Sul, principalmente em áreas rurais. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que entre 2 e 3 milhões de pessoas estejam infectadas. Caso o paciente não tome a medicação, a doença pode se tornar crônica, com consequências para o resto da vida.



 



Até 2014, o laboratório já vendia o Benznidazol para organismos internacionais, como a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e o Médicos Sem Fronteiras (MSF). Porém, o governo do estado teve de interromper a exportação quando essas entidades passaram a exigir a Certificação de Boas Práticas de Fabricação (CBPF), documento concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que atesta a qualidade do processo de produção de um medicamento.



A medicação não é comercializada diretamente para os pacientes. No Brasil, o remédio é distribuído no Sistema Único de Saúde (SUS) pelo governo federal, que compra o produto da Lafepe. O mesmo procedimento acontece nos outros países.


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